Sei que já postei sobre isso, mas continuo indignado e não vou me conformar com a atendimento dispensado àquele que deveria ser tratado com cortesia máxima: o consumidor.
Todos somos consumidores ( no aspecto econômico do termo) de serviços públicos, de bens essenciais, de bens supérfluos, de serviços de diversão e tantos outros itens. Algumas vezes nem percebemos essa posição, por exemplo, quando buscamos atendimento em uma repartição pública. O fato é que estamos buscando algo pago com nosso dinheiro, recebido pelo nosso esforço e trabalho, e somos tratados como pedintes.
Os transportes coletivos são duplamente revoltantes, são concessões de um serviço que é de obrigação do Estado e remunerado por usuários que são tratados como gado. Quem precisa fazer uso de qualquer transporte coletivo, aqui no Rio de Janeiro, conhece o desrespeito com que o usuário é tratado, nem o metrô que já foi uma ilha de excelência está à salvo da superlotação, que me parece ser o problema mais grave e comum à todos os meios de transporte coletivos. O mínimo de conforto é visto como um luxo desnecessário e o consumidor recebe a alcunha de usuário, que mais parece um eufemismo para vítima. Quem pode foge da utilização dos meios de transporte mais racionais para aglomerados populacionais como o nosso optando por automóveis ou motos, o que acaba agravando outro problema: o trânsito e seus engarrafamentos.
Na iniciativa privada não é diferente. Outro dia postei sobre a fila do banco. Pois bem, voltei ao banco para sacar um cheque e fiquei UMA HORA E TRÊS MINUTOS na fila (marquei o tempo pelo tíquete do estacionamento). E no caso dos bancos acho que o próprio sindicato dos bancários é meio confuso, no tenho todas as informações mas é o que parece. Senão, vejamos: o horário de atendimento das agências não deveria ser ampliado? O tempo máximo para atendimento já é regulado por lei em alguns lugares, mas a lei não é cumprida, o sindicato não deveria agir nesses casos? Ora, melhorar o atendimento ao cliente dos bancos passa pelo aumento das vagas de trabalho para caixas, atendentes e etc., ou não?
Acabo de voltar de uma caminhada, aproveitei para passar numa loja de departamentos para comprar caixas para CDs e DVDs. Peguei as caixas na prateleira e me dirigi ao caixa, onde, para variar, existia uma fila. Cansei de esperar, voltei para as prateleiras, recoloquei as caixas e fui embora. As outras pessoas continuaram na fila, aguardando para engordar o caixa da loja e o bolso dos acionistas.
Também pretendia comprar um resma de papel para a impressora aqui de casa (R$ 16,90 na loja de departamentos). Só que dessa vez eu entrei na papelaria que existe aqui em baixo do prédio e depois de pedir à balconista, que me trouxe a resma numa sacola, paguei R$ 16,00 sem fila, e sem estresse.
Quando se tem alternativa é possível optar, e quando não se pode fugir? A energia elétrica vem sempre da mesma concessionária (a não ser que você mude de estado ou região), os serviços públicos são prestados sempre pelas mesmas repartições (você não pode escolher tirar um alvará em uma prefeitura que não seja a do município do endereço do estabelecimento interessado), nesses e noutros serviços não há alternativa. Só nos resta acatar?
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